terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sonho


Pomba branca da saudade
Que vives dentro de mim
És filha da amizade
És a flor do meu jardim.

Pomba branca, pomba branca
Onde irás fazer teu ninho?...
Fá-lo onde o amor tomba
De ternura e de carinho!

No peito de quem te ama
É lugar seguro e certo...
Pomba branca quem te chama
Tem a saudade por perto.

A cantarinha quebrou-se
O cântaro ficou vazio
A pomba branca finou-se
Meus olhos ficaram rio...

Ai pomba do meu sonhar
Deste meu triste lamento
Talvez te possa encontrar
Quando findar meu tormento.

Pomba branca, pomba branca
Que ias descalça, p'rá fonte
Desta saudade tão franca
Com meu coração defronte.

José Diogo Júnior

Se és leitor do blogue manifesta-te... Diz qualquer coisa, quero ver quantos somos os que ainda se lembram dos tempos difíceis mas inesquecíveis por razões óbvias.

Um abraço

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Com o Pinho e o Baía, numa ida aos "figos".

terça-feira, 25 de junho de 2013

HISTÓRIA DO BCAV 2909

Caros camaradas.

Por razões de índole pessoal, interrompi a publicação dos "fascículos" da história do nosso Batalhão.
Talvez tenha sido influenciado também por algum desalento face ao "silêncio" geral instalado (exceção feita ao Júnior - que bonitos poemas - e a alguns comentários que não passam disso).
Devo confessar que tenho vindo a ficar também um pouco desalentado quanto às presenças - cada vez mais escassas - nos últimos almoços.
Acresce um sentimento - talvez injusto mas que sinto bem fundo - de algum desinteresse na colaboração para a memória da história do BCAV 2909 e das suas Companhias.
Agrada-me, honra seja feita, o envio recente de fotografias pelo nosso Comandante Taxa Araújo e pelo Furriel Rui Castro.
Isso serve de estímulo a continuar a relatar a história da nossa memória. Mas também não posso silenciar aquilo que - perdoem a minha frontalidade mas é assim que eu era e continuo a ser - considero de algumas "esquisitices" que em nada ajudam à manutenção da nossa camaradagem. Camaradagem que, pesem embora as diferenças de cada um de nós e da época que então vivemos, sempre cimentaram um sentimento de amizade só possível num clima de guerra, de sofrimento, do descer ao fundo do poço.
Não podia deixar de manifestar estes desabafos.
Desabafos que não passam disso mesmo, não me farão desistir do meu objetivo de tentar relatar alguma parte da história do BCAV 2909, da nossa história.
Em breve - considerando a brevidade talvez o interregno do período de férias - voltarei ao contacto.
Não desistirei. Sou chato? Talvez... Mas não fico na "comodidade falsa" da prateleira do silêncio...
Um abraço a todos.

António Gonçalves (ex-furriel "Azaruja" do 3º pelotão da CCav 2692)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Nascente de Poesia

Como lágrimas divinas
Que só Deus tem no olhar
As quadras pequeninas
São gotas d'arte a brotar

Do coração do poeta
Como de fresca frágoa
Na alta serra erecta
Nasce o verso como água

Fresco, limpo, transparente
Sem parar noite e dia
P'ra matar a sede à gente
Que gosta de poesia

Nasce o verso numa fonte
Limpa, pura, p'ra beber...
Morre o poeta defronte...
Ninguém o vai esquecer!

Mas, se em contrapartida
De água suja brotar...
Fica o poeta sem vida
Não há versos p'ra lembrar!

José Diogo Júnior

Poema editado na antologia literária internacional  PANGEIA  das edições ABRALI Curitiba Brasil

Com os desejos de que o próximo sábado seja um dia franca confraternização e muita amizade.
Um abraço a todos e  SUS... A ELES!...

 PEDIDO DE DESCULPAS:

Peço desculpa! Só agora dei conta. Por excesso de confiança não corrigi o texto que havia escrito e deu barraca... É da idade.
 Considerem que queria escrever "... nos vá dedicando com a sua poesia" e pf. não leiam o que lá está.

Amaral

domingo, 19 de maio de 2013

No passado dia 28 de Março o Goncalves fez o favor de aqui divulgar a convocatória para o próximo almoço este sábado, em confirmação do que cada um terá recebido por carta. No que me diz respeito, lamento informar que, face a compromissos, será impossível estar presente em Braga nesse dia, para poder ter a oportunidade de dar um abraço ao pessoal. Assim, para esses e para os que venham a ler esta mensagem, aqui vai o meu desejo de boa saúde para todos vós e vossos familiares e esperar que para o ano e seguintes tal encontro venha a ser uma realidade. Desta minha indisponibilidade já dei o devido conhecimentos ao José Gonçalves, o Braga.
Já agora, lanço daqui um repto ao nosso Júnior para que, pelo menos ele nos vá deliciando que a sua poesia, que é muito agradável de ler. Tal como ele diz: e os outros, estão sem força na "tecla"?
Vamos lá pessoal, não esmoreçam e digam algo. Eu, pelo menos, estou a dar sinal de vida.
Termino com um "SUS..A ELES".
Amaral

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Poema Triste



No 43.° aniversário da nossa partida para Angola esta minha homenagem a todos camaradas de armas em forma de soneto.

Poema Triste

A minha mocidade crucificaram
Em cruz de verde pinho ornamentada.
Ao lado, foi minh'alma sacrificada
E nunca os algozes se explicaram.

Levaram com eles tudo o que roubaram
Em nome da Pátria violada.
Em nome do dever, esta cambada
A mocidade de tantos crucificaram.

Hoje, envergonhados, fingem esquecer
Aqueles que cumpriram o seu dever!...
As promessas, essas, ficaram por cumprir!...

A mocidade crucificada não morreu!...
Vive com o poeta que escreveu
Este poema triste... Que nos faz rir!...

José Diogo Júnior

P.S. Estive quase 2 anos, de castigo, sem poder publicar no nosso e no meu, blog, por isso, embora alheio ao problema peço desculpa.