quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA DO BCAV 2909



BCAV 2909
HISTÓRIA DA UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0013)

SITUAÇÃO GERAL (continuação)

INIMIGO

SITUAÇÃO EM ABASTECIMENTOS. LOCAIS DE APOIO


O IN bastante frugal e resistente, alimenta-se quase exclusivamente com os produtos agrícolas cultivados nas suas lavras e com os produtos da caça e da pesca.
As munições, o armamento, o sal, as roupas e os medicamentos são trazidos do Congo por grupos de reabastecimento ou recebidos de grupos IN localizados nos sectores vizinhos.

ASPECTOS CARACTERÍSTICOS E PONTOS FRACOS


Como aspectos característicos do IN, apontam-se os seguintes:

- Conhecimento profundo do terreno em que actua.
- Perfeita adaptação ao meio em que vive.
- Actua em pequenos grupos que se deslocam com rapidez e que facilmente se dissimulam.
- É bastante resistente e frugal.

Como pontos fracos apontam-se os seguintes:

- Dependência do exterior no que se refere aos reabastecimentos em armas, munições, medicamentos, sal e vestuário.
- Dependência das populações refugiadas nas matas e das respectivas lavras para obtenção dos géneros alimentícios que lhe são indispensáveis.
- Obrigatoriedade em se deslocar rapidamente utilizando trilhos que, por serem bem marcados, acabam por ser facilmente referenciados.

OUTROS ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO

Numa área praticamente sem população amiga, as fontes de notícias que se podem utilizar são os apresentados, presos, os documentos e os elementos obtidos através de reconhecimentos aéreos.
A melhor fonte de notícias é dos elementos IN apresentados, que devem ser utilizados como guias sempre que possível.

CONTRA INFORMAÇÃO

O isolamento em que se vive na ZA do Sub-sector e a quase sempre inexistência de populações, faz com que os problemas ligados à contra-informação se apresentem à primeira vista como facilitados, sem que, como é evidente, signifique que os mesmos possam ser ignorados ou descurados devido ao contacto que o IN deve ter com elementos conhecedores de certos aspectos da vida nos “quartéis”.
Dentro do Sub-sector, é necessário por em execução rigorosamente as seguintes medidas:
- Não se executar RVIS nas proximidades da realização de uma operação.
- As tropas só serem informadas da verdadeira finalidade da operação ou acção no momento em que saem do aquartelamento. É necessário contar também com a extraordinária capacidade de observação do nativo, que lhe permite não só detectar grande parte dos nossos movimentos, como também aperceber-se do mais ligeiro “indício técnico” das intenções das NT. Verificou-se que alguns apresentados da Sanzala de Cambamba tinham ligações com o IN.

(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo Histórico Militar – Lisboa)

(CONTINUA)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA DO BCAV 2909



BCAV 2909
HISTÓRIA DA UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0012)

SITUAÇÃO GERAL (continuação)

INIMIGO

MOVIMENTOS, LINHAS DE INFILTRAÇÃO OU DIRECÇÕES GERAIS DOS MOVIMENTOS

Os movimentos do IN através do Sub-sector fazem-se por pequenos grupos entre “quartéis” e povos.
Têm-se verificado movimentos entre os “quartéis” de Mufuque e o de Quiuanda e entre as regiões Candende-Mufuque e de Catoca-Cambeje.
Existem dias direcções de movimento dos grupos IN em trânsito entre Coa e Quanza Norte:
a) Central do Quindembe – Quartel Candende – Quartel Bala Cassungo;
b) Quartel Muhombo – Central do Dange – Quartel Cóloa.

FORMAS DE ACTUAÇÃO, TÁCTICA, REDES DE INFORMAÇÃO E COLECTA DE FUNDOS

(a) FORMAS DE ACTUAÇÃO

- Actua normalmente em pequenos grupos aproveitando sempre a protecção que lhe dá o terreno, desenfiando-se do fogo das NT e garantindo-lhe bons itinerários de retirada.
- Não se mostra interessado em atacar as NT quando constate uma força muito superior à sua, o que aliás normalmente sucede. Porém, tem tido o cuidado de emboscar e armadilhar itinerários de saída das NT da zona de operações. É por isso que se impõe muitas vezes, o que é difícil, a escolha de itinerários de retirada diferentes dos de acesso à entrada.
- Actua contra populações africanas, para as aterrorizar ou obter alimentos e artigos manufacturados.
- Há informações de que respeita a tropa que apareça com frequência em locais diferentes.
- Evita actuar sobre a tropa que apareça que veja que vai bem atenta e disciplinada.
- Inicia, muitas vezes, o fogo de Metralhadora Ligeira após um tiro de pistola.

(b) REDES DE INFORMAÇÃO E DE COLECTA DE FUNDOS

Com excepção da região de Cambamba, não existe em toda a ZA do Sub-sector populações apresentadas pelo que o IN não dispõe de rede de informações nem de colecta de fundos, admitindo-se que mantenha ligação com a população de Cambamba.
As suas informações baseiam-se na observação directa e constantre a que submete as NT, utilizando observatórios montados em pontos dominantes.
Na região de Cambamba têm-se verificado ligações entre as populações apresentadas e as da mata.

(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo Histórico Militar – Lisboa)

(CONTINUA)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA DO BCAV 2909


BCAV 2909
HISTÓRIA DA UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0011)

SITUAÇÃO GERAL (continuação)

INIMIGO

APRECIAÇÃO GENÉRICA DA ACTIVIDADE MAIS RECENTE DO INIMIGO

A ZA do Sub-sector encontra-se na região dos Dembos que foi sempre e ainda é hoje o centro da rebelião no Norte de Angola.
Verifica-se que desde 10 de Junho de 1969 (data em que o Batalhão que rendemos assumiu a responsabilidade da ZA) até fins de Abril de 1970, a actividade do IN se desenvolveu da seguinte forma:

- 9 acções em Junho 69 (5 emboscadas, 3 flagelações, 1 ataque);
- 4 acções em Julho 69 (1 reacção à emboscada, 1 roubo, 1 flagelação e 1 ataque);
- 4 acções em Agosto 69 (1 emboscada, 1 reação à emboscada, 2 flagelações);
- 5 acções em Setembro 69 (4 flagelações, 1 ataque);
- 7 acções em Outubro 69 (1 emboscada, 1 ataque, 5 flagelações);
- 3 acções em Novembro 69 (2 ataques, 1 flagelação);
- 7 acções em Dezembro 69 (2 reacções a emboscadas, 3 flagelações, 1 armadilha accionada, 1 emboscada);
- 10 acções em Janeiro 70 (6 flagelações, 4 emboscadas);
12 acções em Fevereiro 70 (11 flagelações, 1 emboscada);
- 2 acções em Março 70 (2 flagelações);
- 2 acções em Abril 70 (2 flagelações);

POPULAÇÕES NATIVAS SOB CONTROLO DO IN

A quase totalidade da população nativa da região encontra-se controlada pelo IN, por sua livre vontade ou sob coacção, e garante-lhe apoio logístico necessário à sobrevivência.
Na ZA do Batalhão tal controlo tem sido bastante eficiente e tem conseguido contrariar com zero êxito a Acção Psicológica realizada pelas NT com lançamento de panfletos.
Sabe-se que algumas populações vivem em condições miseráveis e em permanente insegurança, começando a não acreditar nas inúmeras promessas de independência e vida melhor que lhes têm sido feitas, mas a verdade é que as apresentações têm sido poucas.
Quando a persuasão não chega, o IN ameaça com represálias sobre os familiares dos que querem apresentar-se.
Tal controlo manifesta-se até nos deslocamentos de pessoal entre “quartéis” ou povos vizinhos, com a obrigatoriedade de todos os indivíduos em trânsito possuírem “guia de marcha” ou “guia de trânsito” passada pela autoridade competente na origem, que implica também a apresentação às autoridades de destino.

(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo Histórico Militar – Lisboa)

(CONTINUA)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

HISTÓRIA DO BCAV 2909



BCAV 2909
HISTÓRIA DA UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0010)

SITUAÇÃO GERAL (continuação)

INIMIGO

ORDEM DE BATALHA, EFECTIVOS E MATERIAL, CAPACIDADE DE COMBATE

MPLA:

O MPLA tem vindo a sofrer revezes contínuos quer das NT quer dos grupos móveis da FNLA, prevendo-se que se mantenha em atitude passiva por falta de armamento e, principalmente, de munições.
Verifica-se que os chefes do MPLA trocam amiudadas vezes os nomes dos quartéis a fim de criarem confusões às NT. Os guerrilheiros são normalmente conhecidos por alcunhas.
Os quartéis ecistentes dentro do Sub-sector ZBA pertencem à zona A (com sede no Havana Cuba) da primeira região militar (com sede no Bulgária).
O comandante da 1ª região militar é Jacob Caetano “Monstro Imortal”.
O comandante da zona A é Diogo Paulo “Dangereux”.

(a) “Centro” Tanzânia
> Localização aproximada: destruído pela CCaç 2512 em p.c.725 (1429.0821);
> Efectivos: Comandante Iá Iá; referenciados cerca de 42 elementos;
> Armamento: declarações de alguns apresentados referem a existência de 18 armas;
> Diversos: Havia sentinelas de dia e de noite e armadilhas de cova de lobo no trilho para o rio Dange; o povo, quanto ao montante, é de 1.600 pessoas;

(b) “Quartel” Subão (fora do Sub-sector ZBA)
> Localização aproximada: (1424.0819); um apresentado recente em Sta. Eulália refere que até Setembro de 67 estava localizado em região p.c. 748 (142330.081740);
> Efectivos: Comandante Vida de Hoje; referenciados cerca de 20 elementos;
> Armamento: 1 PPSH, 1 Simonov e 1 Mauser; tinha cerca de 40 munições;
> Diversos: o povo quanto ao montante é de 500 pessoas; há uma notícia recente que o localiza dentro do Sub-sector ZBA em região (142550.081700);

(c) “Quartel” Haiti
> Localização aproximada: Na confluência dos rios Loche e Casaa a montante de Quichenchengue (ZA BCaç 2887); em 24Mar70 foi capturada 1 PM PPSH pela CCaç 2512 em região (1425.0816) a um elemento que pertencia ao “quartel” do Haiti;
> Efectivos: Comandante Cameço; referenciados cerca de 18 elementos;
> Armamento: 1 PPSH, 1 Carabina, 2 Mauser; munições, muito poucas;

(d) “Quartel” Porto Rico
> Localização aproximada: Estava no rio Cafuma mas desde 02Abril70 o povo dispersou-se e os chefes estão no rio Mussanda (142520.081645);
> Efectivos: Comandante Mabiola Filipe; Este elemento era comandante do Haiti mas passou para chefe de Porto Rico há cerca de 2 meses; referenciados cerca de 12 elementos;
> Armamento: 1 Mauser, 1 PPSH, 1 Lee Einfield;
> Diversos: o povo, quanto ao montante, é de 200 pessoas;

(e) “Quartel” Líbia
> Localização aproximada: destruído em região (142645.081900); sabe-se muito pouco deste “quartel”, admitindo-se que na verdade seja o Porto Rico; a diferença de localização compreende-se em virtude de as acções das NT os terem obrigado frequentemente a mudar de localização;

(f) “Quartel” Zâmbia
> Localização aproximada: em região (142630.081830);
> Efectivos: Comandante Daniel Paulo; referenciados cerca de 15 elementos;
> Armamento: 2 Mauser, 2 Lee Einfield e 1 PPSH;
> Diversos: Há 2 sentinelas à noite no caminho da antiga sanzala de Quimbage;

(g) “Quartel” Bolívia
> Localização aproximada: entre o rio Miquefo e o rio Mitamba, em região aproximada (142620.081430) em p.c. 725;
> Efectivos: Comandante Dilambo; referenciados cerca de 30 elementos;
> Armamento: 2 PM Sterling, 1 PPSH, 1 Mauser, 1 Lee Einfield.

(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo Histórico Militar – Lisboa)

(CONTINUA)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

HISTÓRIA DO BCAV 2909



BCAV 2909
HISTÓRIA DA UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0009)

SITUAÇÃO GERAL (continuação)

INIMIGO

ORDEM DE BATALHA, EFECTIVOS E MATERIAL, CAPACIDADE DE COMBATE

FNLA:

Os vários quartéis existentes dentro do Sub-sector estão na dependência de duas “Centrais” que a seguir se indicam:

(a) Central do Quindembe (Unidade do Quicunzo):
- Sub-zona nº 7 da Zona da Zona nº 1 – Ambriz
    Dependem desta “Central” os quartéis de Calunga-Samba, Matete, Quindembe, Zambache, Zemba, Muanda, Quizondo, Mucondo ou Candende, Lembe (Esperança de Deus), Quissala, Catoca e Bala Cassungo.
              Do “quartel” do Quizondo depende a “Secção” de Quixexe e do “quartel”   de Zemba dependem  as “Secções” do Quicaiongo e Capiana.
            1. “Central” do Quindembe (Unidade do Quicunzo):
                        > Localização aproximada: supõe-se estar localizada na região (143230.080120);
                        > Efectivos: Comandante: João Damião Batista de Carvalho; só estão referenciados 8 elementos com funções especiais e 2 soldados;
                        > Armamento: 2 Pistolas Metralhadoras (M3A1), 2 Kalashnikov, 2 Simonov e 2 Herstal Belga;
                        > Diversos: Cada povo dá 2 ou 3 homens que vão residir no Quindembe durante uma temporada. Quando um Grupo Móvel actua na sua área dão um ou 2 homens para actuarem com eles como guias; assim aconteceu na flagelação a S. Eulália, este ano; os Grupos Móveis costumam vir da “Central” do Quindembe; são todos homens armados, alguns com armas automáticas. Têm 50, 60, ou 80 homens; a “Central” do Quindembe costuma emprestar um espingarda mas por uma ou duas semanas;
            2. “Quartel” do Calunga-Samba (Quartel nº 2):
                        > Localização aproximada: em região (143100.080120);
                        > Efectivos: Comandante Gambo Malembe; referenciados cerca de 22 elementos;
                        > Armamento: 3 Mauser;
                        > Diversos: destruído em 15 Dezembro 1969 durante a acção “Safira”;
            3. “Quartel” de Matete:
                        > Localização aproximada: em região (142830.080040);
                        > Efectivos: desconhecido;
                        > Armamento: desconhecido;
                        > Diversos: fora da zona de acção do Sub-sector “ZBA”;
            4. “Quartel” do Quindembe:
                        > Localização aproximada: em região (143430.075940);
                        > Efectivos: desconhecido;
> Armamento: desconhecido;
> Diversos: destruído em Janeiro de 1969; desconhece-se se actualmente está activado;
            5. “Quartel” de Zambache:
                        > Localização aproximada: em região (143635.075835);
                        > Efectivos: Comandante Santos Cahungo; referenciados cerca de 40 elementos;
                        > Armamento: 4 Mauser;
                        > Diversos: quando alguém vai do Coa para o MUhombo passa pelo Zambache;
            6. “Quartel” de Zemba:
                        > Localização aproximada: em região (143700.080040);
                        > Efectivos: Comandante Manuel Gonga, que morreu em Setembro de 1969, desconhecendo-se o Comandante actual; referenciados mais de 100 elementos;
                        > Armamento: 2 Lee Enfield, 1 Herstal (checa), 2 Herstal (belgas), 7 Mauser (alemãs), 2 granadas de mão ofensivas, 1 Mina Anti-pessoal;
                        > Diversos: destruído pelas NT. Deste “quartel” depende a “Secção” de Quicaiongo, localizada em região (143700.080040), destruída pelas NT. Do mesmo depende também a “Secção” de Capiana; a “Secção” de Quicaiongo pode considerar-se integrada no Zemba, pois está a uma distância de cerca de 200 metros; a “Secção” de Capiana encontrava-se instalada perto do rio Cambo, tendo ultimamente recolhido a Zemba; tem armadilhas nos trilhos de acesso que estão bem camufladas e as anti-pessoal são em geral GMOF, ligadas por um fio de nylon; tem também armadilhas com covas grandes e fundas e paus afiados espetados no chão;
            7. “Quartel” de Muanda:
                        > Localização aproximada: em região (1441.0800);
                        > Efectivos: Comandante Manuel Vasco Miranda; referenciados cerca de 45 elementos;
                        > Armamento: 4 Mauser, 7 Lee Eifield, 1 FN, 1 granada de mão defensiva (MK2), 1 granada de fumos e 1 granada de mão ofensiva;
                        > Diversos: os trilhos de acesso estão armadilhados; existem sentinelas nos morros dominantes;
            8. “Quartel” do Quizondo (Quartel nº 6)
                        > Localização aproximada: em região (143525.080905);
                        > Efectivos: Comandante Pinto Cabanda; referenciados cerca de 25 elementos;
> Armamento: 2 Lee Enfield, 1 Mauser (Herstal), 2 Mauser (checas) e 2 granadas de mão    ofensivas;
> Diversos: destruído pelo CCAÇ 2511 em 05 Janeiro 1970, durante a acção “Turqueza”; deste “quartel” depende a “Secção” de Quixexe, localizada em região (143430.080930);  a mesma foi destruída em 06 Maio 1969; desconhece-se a actual localização;
            9. “Quartel” do Mucondo ou Candende:
                        > Localização aproximada: em região (143640.081210?);
                        > Efectivos: Comandante José António; referenciados somente 8 elementos;
> Armamento: 4 Mauser,1 Pistola Metralhadora (FBP), 1 Kalashnikov, 1 PPSH e    2 granadas de mão defensivas (MK-2 e F-1);
            10. “Quartel” do Esperança de Deus ou Lembe (quartel nº 7):
                        > Localização aproximada: em região (143735.080945);
                        > Efectivos: Comandante Júlio dos Santos; referenciados cerca de 25 elementos;
                        > Armamento: 2 Mauser;
            11. “Quartel” do Quissala:
                        > Localização aproximada: em região (143920.081.920);
                        > Efectivos: Comandante Francisco Cassanda Cuanza; referenciados 8 elementos;
> Armamento: Entre 3 a 4 Mauser, 1 Arma Automática, 1 granada de mão defensiva e 1    A/P;
> Diversos: foi destruído pela CCAÇ 2512 em 11 Janeiro 1970 durante a ação      “Esmeralda”, em região (143930.081930);
            12. “Quartel” do Catoca
                        > Localização aproximada: em região (143745.081945);
                        > Efectivos: Comandante Januário; referenciados cerca de 25 elementos;
                        > Armamento: 5 Mauser, 2 Espingardas 7,7, 2 Pistolas Metralhadoras, 1 granada de mão defensiva;
                        > Diversos: destruído pelo BCaç 2873 em 04 Março 1970, em região (1436.0818);
            13. “Quartel” de Bala Cassungo
                        > Localização aproximada: em região (1434.0818);
                        > Efectivos: Comandante Pereira Manuel; referenciados cerca de 6 elementos;
                        > Armamento: 4 Mauser, 2 Pistolas Metralhadoras, 1 granada de mão defensiva;
                        > Diversos: o Comandante e o 2º Comandante encontraram-se no Congo, que foi morto pela CCaç 2512 durante a operação “Jacaré” em 06 de Abril de 1970;
           
(a) Central do Muhombo (Unidade do Dange)
            Sub-zona 9 da Zona nº 1 – Ambriz
            Dependem desta “Central” os “quartéis” do Muhombo, Cunga, Cassula, Paz Coloa, Quissambala, Quipenene, Quiuanda, Cambeje e Quinagala;
            Do “quartel” Paz Coloa despendem as “Secções” do Quinguenga e Cauanga;
           
1. “Central” do Muhombo” (Unidade do Dange)
                        > Localização aproximada: em região (144020.075620);
                        > Efectivos: Comandante Jaime David Weba; o montante de elementos é superior a 100;
                        > Armamento: várias Mauser, Pistolas Metralhadoras, 1 Morteiro 81, granadas de mão ofensivas e defensivas;
                        > Diversos: destruído pela CCaç 2510 – 2511, em 15 Fevereiro 1970, durante a operação “Recuperação” em região (144020.075620); Tem um grupo móvel designado por “Bonga Bonga”, cuja nissão é patrulhar a área da    “Central”, efectuar ataques contra os aldeamentos das populações apresentadas, NT ou em fazendas; É comandado por Adão Quissonde e Pedro Maianga e constituído normalmente por grande número de soldados, grande parte deles armados com armas de repetição, Pistolas Metralhadoras e granadas de mão. Quando vão proceder a ataques, requisitam soldados que conheçam bem o terreno onde vão actuar;
            2. “Quartel” do Muhombo (“Quartel” nº 1)
                        > Localização aproximada: em região (143945. 075720);
                        > Efectivos: Comandante João Lengue;
                        > Armamento: desconhecido;
                        > Diversos: Destruído pela CCaç 2510-2511 em 17 Fevereiro 1970 durante a operação “Recuperação” em região (143945.075720);
            3. “Quartel” do Cunga (“Quartel” nº 2)
                        > Localização aproximada: em região (144340.080000)
                        > Efectivos: Comandante João Fernando Quinganga; referenciados cerca de 15  elementos;
> Armamento: 3 Mauser, 1 Pistola Metralhadora;
> Diversos: Destruído pela CCaç 2510-2511 durante a operação “Ambar”; tem 3 acampamentos de apoio, um situado na margem esquerda do rio Passa, próximo da nascente, outro situado na margem direita do rio Seixocusso, outro situado na margem     esquerda do rio Canguelele (será Canzuele?);
            4. “Quartel” do Cassula (“Quartel” nº 3)
                        > Localização aproximada: em região (144330.080200);
                        > Efectivos: Comandante João Quingongo; referenciados cerca de 20 elementos;
                        > Armamento: 2 Mauser, 1 Pistola Metralhadora, 1 granada de mão ofensiva e 1 granada  de mão defensiva;
                        > Diversos: Destruído durante a operação “Agora vai”;
            5. “Quartel” Paz Cóloa (“Quartel” nº 4)
                        > Localização aproximada: em região (144330.075930) na margem direita do rio Calujuca, próximo da nascente;
                        > Efectivos: Comandante Luis Kimbote; referenciados cerca de 20 elementos;
                        > Armamento: 4 Mauser, 2 Pistolas Metralhadoras, 1 granada de mão ofensiva e 1 granada de mão defensiva;
                        > Diversos: Deste “quartel” depende a “secção” de Quinguende localizada em região (1446.0802). Do mesmo depende a “secção” de Cauanga localizada em região  (144630.080220);
                        > “Secção” Quindenga: Comandante Sousa Catobo ou Sousa Catoco; referenciados cerca de 7 elementos;
                        > Armamento: 1 Mauser e 1 Pistola Metralhadora (cedidas pelo “quartel” de Paz Cóloa;
                        > “Secção” Cauanga: Comandante Bento Correia Quissusso; referenciados cerca de 15 elementos;
                        > Armamento: 2 Mauser, 1 Pistola Metralhadora, 1 granada de mão ofensiva;
                        > Diversos: Há trilhos de aproximação partindo de Cambamba e há também um bom  trilho de retirada;
            6. “Quartel” de Quissambala (“Quartel” nº 5)
                        > Localização aproximada: em região 144140.080150);
                        > Efectivos: Comandante Moisés Paulo Guerra; referenciados cerca de 25 elementos;
                        > Armamento: 3 Mauser, 2 7,7 e possívelmente 1 Pistola Metralhadora;
                        > Diversos: Foi encontrado abandonado durante a operação “Segunda batucada”;
            7. “Quartel” de Quipenene (“Quartel” nº 6)
                        > Localização aproximada: em região (144230.080320);
                        > Efectivos: Comandante Ernesto Panzo; referenciados cerca de 20 soldados;
                        > Armamento: 6 Mauser, 2 Pistolas Metralhadoras, 2 granadas de mão ofensivas e defensivas;
                        > Diversos: Foi encontrado abandonado durante a operação “Segunda batucada”; notícia de um apresentado refere que receberam 7 armas Kalashnikov vindas do Congo;
            8. “Quartel” Quiuanda (“Quartel” nº 7)
                        > Localização aproximada: em região (144210.080500);
                        > Efectivos: Comandante Domingos Cacola; referenciados cerca de 14 elementos;
                        > Armamento: 2 Mauser e 1 Pistola Metralhadora Sterling;
                        > Diversos: Foi encontrado abandonado pela 12ª Companhia de Comandos em 19 de Fevereiro de 70 em região (144130.080430);
            9. “Quartel” Mufuque (“Quartel” nº 8)
                        > Localização aproximada: em região (143820.081010);
                        > Efectivos: Comandante Pedro Macanda; referenciados cerca de 40 elementos;
                        > Armamento: Mais de 5 Mauser e 2 Pistolas Metralhadoras, além de granadas de mão; apresentados em Fevereiro de 1970 referem ter recebido 15 armas do Congo;
            10. “Quartel” do Cambeje” (“Quartel” nº 9)
                        > Localização aproximada: em região (143700.081030);
                        > Efectivos: Comandante Domingos Campos; referenciados somente 6 elementos;
                        > Armamento: 4 Mauser e possivelmente Pistolas Metralhadoras;
                        > Diversos: Apresentados em Fev70 referem ter recebido 10 armas do Congo;
            11. “Quartel” do Quiangala “Quartel nº 10)
                        > Localização aproximada: em região 143740.081030);
                        > Efectivos: Comandante Paulo António;
                        > Armamento: 3 Mauser;
                        > Diversos: Apresentados em Cambamba em 03Fev70 referem ter recebido 11 armas do Congo.

(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo Histórico Militar – Lisboa)

(CONTINUA)

domingo, 27 de janeiro de 2013

HISTÓRIA DO BCAV 2909


BCAV 2909
HISTÓRIA DA UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0008)

SITUAÇÃO GERAL (continuação)

INIMIGO

ORGANIZAÇÃO CIVIL E MILITAR

MPLA:

Na generalidade o MPLA orienta o seu esforço no sentido da guerrilha e mentalização política das populações, tendo os seus destacamentos político-militares a acumulação dos poderes civis e militares. Assim, as populações vivem à parte dos “quartéis”, em separação mais nítida até que na UPA, são dominadas pelos destacamentos político-militares onde existem Comissários Políticos para a mentalização quer das populações quer até dos soldados.

A organização militar está assente nos antigos “quartéis” da UPA, a que mudaram os nomes.

A estruturação do MPLA encontra-se assim definida:
- Um Congresso.
- Um Comité Director constituído por uma Comissão Política e uma Comissão Militar; estas Comissões    são coordenadas por um organismo ou departamento coordenador, constituído por um Presidente e    três Adjuntos.
- A Comissão Política tem os seguintes departamentos: de Informação, de Assuntos Externos, de    Finanças.
- A Comissão Militar tem um Comando Militar, que acciona as várias Regiões Militares; estas têm um   Comando Regional e estão divididas em Zonas; as Zonas têm, cada uma, um Comando de Zona e   estão divididas em Sectores; estes têm, cada um, um Comando e os Grupos (armados).
- Normalmente em cada Zona há um CIR (Centro de Instrução Revolucionária).
- Dependentes do Comité Director, embora integrados e accionados pelos vários escalões de comando,   existem ainda as seguintes organizações: Pioneiros, Milícias, JMPLA (Juventude do Movimento   Polular de Libertação de Angola), UNTA (União Nacional dos Trabalhadores de Angola), OMA   (Organização das Mulheres de Angola).

(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo Histórico Militar – Lisboa)

(CONTINUA)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

HISTÓRIA DO BCAV 2909


BCAV 2909
HISTÓRIA DA UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0007)

SITUAÇÃO GERAL (continuação)

INIMIGO

ORGANIZAÇÃO CIVIL E MILITAR

FNLA:

Organização militar (ELNA)

A organização militar está assente nas seguintes bases:
1. Comando regional
            - Depende directamente do COA (Comando Operacional de Angola)
    - Existe um em cada concelho (Divisão Administrativa anterior ao        terrorismo);
       - Tem, em princípio, tantas “centrais” como os antigos Postos Administrativos
      - Funciona junto da “central” do Posto Sede, mas por enquanto ainda se pode considerar em formação, admitindo-se que a intenção do In seja a de vir a ser constituído por elementos de várias centrais
    - Actualmente apenas está propriamente em funções o comandante que acumula com o   comando da “Central” do Posto Sede
2. Comando Sub-regional, Unidade ou Central
        - Existe um em cada Posto Administrativo
        - Cada Central pode ter normalmente 3 “quartéis”
3. Quartel
        - Domina vários povos
        - Em cada povo existe uma “Secção”
        - Os “quartéis” são numerados e tomam o nome do povo junto do qual estão instalados
4. Secção
         - Há uma “Secção” por cada povo do qual toma o nome
         - Tem tantas “Sub-secções” quantas as sub-divisões do povo
5. “Sub-secção”
         - Uma por cada parte em que está dividido o povo

Organização civil (GRAE)

1. Em cada área correspondente a um Comando Sub-regional está organizada uma Comissão Civil ou     Comissão Política com a constituição seguinte:
         - Presidente
         - Vice-presidente
          - Conselheiro
          -Secretário
       - 2 Delegados: 1 está em Angola o outro no Congo, revezando-se neste serviço em Angola
         - Comité: 1 em cada povo com o lugar correspondente ao antigo “Soba” ou “Sobeta”
         - Adjunto do Comité: ajuda o Comité e substitui-o no seu impedimento
      - Recebedores (Cobradores): procedem à cobrança de alimentos e outros artigos destinados aos               militares.

2. Há ainda junto de cada Comissão Política um Corpo constituído pelos Comités e velhos por estes      escolhidos (incluindo mulheres).
     Reúne, quer na altura das conferências, quer para discutir problemas de interesse local.

3. O Presidente dentro da sua área é mais importante que o Comandante da “Central”, visto que é o      representante da GRAE (Governo).

4. As ligações entre as partes civis e a militar são apenas ao nível Presidente-Comandante da Central.
    Recorrem ao Comando Regional quando surgem dissidências ou quaisquer assuntos importantes     que não forem capazes de resolver.
    Assim, ao nível Comando Regional, parece que a parte militar se passa a sobrepor à civil, visto não     terem criadas Comissões Políticas ao nível Comando Regional.

(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo Histórico Militar – Lisboa)

(CONTINUA)