Como lágrimas divinas
Que só Deus tem no olhar
As quadras pequeninas
São gotas d'arte a brotar
Do coração do poeta
Como de fresca frágoa
Na alta serra erecta
Nasce o verso como água
Fresco, limpo, transparente
Sem parar noite e dia
P'ra matar a sede à gente
Que gosta de poesia
Nasce o verso numa fonte
Limpa, pura, p'ra beber...
Morre o poeta defronte...
Ninguém o vai esquecer!
Mas, se em contrapartida
De água suja brotar...
Fica o poeta sem vida
Não há versos p'ra lembrar!
José Diogo Júnior
Poema editado na antologia literária internacional PANGEIA das edições ABRALI Curitiba Brasil
Com os desejos de que o próximo sábado seja um dia franca confraternização e muita amizade.
Um abraço a todos e SUS... A ELES!...
terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
No passado dia 28 de Março o Goncalves fez o favor de aqui divulgar a convocatória para o próximo almoço este sábado, em confirmação do que cada um terá recebido por carta. No que me diz respeito, lamento informar que, face a compromissos, será impossível estar presente em Braga nesse dia, para poder ter a oportunidade de dar um abraço ao pessoal. Assim, para esses e para os que venham a ler esta mensagem, aqui vai o meu desejo de boa saúde para todos vós e vossos familiares e esperar que para o ano e seguintes tal encontro venha a ser uma realidade. Desta minha indisponibilidade já dei o devido conhecimentos ao José Gonçalves, o Braga.
Já agora, lanço daqui um repto ao nosso Júnior para que, pelo menos ele nos vá deliciando que a sua poesia, que é muito agradável de ler. Tal como ele diz: e os outros, estão sem força na "tecla"?
Vamos lá pessoal, não esmoreçam e digam algo. Eu, pelo menos, estou a dar sinal de vida.
Termino com um "SUS..A ELES".
Amaral
Já agora, lanço daqui um repto ao nosso Júnior para que, pelo menos ele nos vá deliciando que a sua poesia, que é muito agradável de ler. Tal como ele diz: e os outros, estão sem força na "tecla"?
Vamos lá pessoal, não esmoreçam e digam algo. Eu, pelo menos, estou a dar sinal de vida.
Termino com um "SUS..A ELES".
Amaral
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Poema Triste
No 43.° aniversário da nossa partida para Angola esta minha homenagem a todos camaradas de armas em forma de soneto.
Poema Triste
A minha mocidade crucificaram
Em cruz de verde pinho ornamentada.
Ao lado, foi minh'alma sacrificada
E nunca os algozes se explicaram.
Levaram com eles tudo o que roubaram
Em nome da Pátria violada.
Em nome do dever, esta cambada
A mocidade de tantos crucificaram.
Hoje, envergonhados, fingem esquecer
Aqueles que cumpriram o seu dever!...
As promessas, essas, ficaram por cumprir!...
A mocidade crucificada não morreu!...
Vive com o poeta que escreveu
Este poema triste... Que nos faz rir!...
José Diogo Júnior
P.S. Estive quase 2 anos, de castigo, sem poder publicar no nosso e no meu, blog, por isso, embora alheio ao problema peço desculpa.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Intervalo - ALMOÇO ANUAL
Tenho tirado estes dias de intervalo na História da Unidade, que em breve retomarei. Mas aproveito para anunciar o almoço anual, de acordo com a "convocatória" que hoje recebi do camarada organizador, o José da Costa Ferreira Gonçalves, o "Braga".
ALMOÇO CONVÍVIO ANUAL DA CCAV 2692
Braga - 25 de Maio de 2013
PROGRAMA
10h00 - Concentração no Parque da Ponte, junto ao Estádio 1º de Maio
11h00 - Visita ao Parque
11h30 - Missa na Capela de São João
13h00 - Concentração no Restaurante Quinta da Fonte, para o almoço convívio
PREÇO
€ 32,50 por pessoa
(Crianças dos 01 aos 05 anos é grátis, dos 06 aos 12 anos pagam 50%)
O José Gonçalves informa que, além dos aperitivos e "aditivos" habituais, a ementa assenta em dois pratos principais, o Bacalhau à Braga e a Vitela. Pede ainda que, para que seja proporcionado um bom serviço de restauração, se necessitar de uma alimentação diferenciada, informe no ato de inscrição o prato alternativo pretendido.
Por uma questão de logística, o José Gonçalves pede que se confirme a presença com a possível brevidade para os contactos que constam da "convocatória" que está a ser endereçada a todos os camaradas (a brevidade é sobretudo pela necessidade de reserva da quantidade de brindes a entregar aos participantes).
E, como vinha na "convocatória"... SUS! A ELES!
domingo, 24 de março de 2013
HISTÓRIA DO BCAV 2909
BCAV 2909
HISTÓRIA DA
UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0017)
SITUAÇÃO GERAL (continuação)
INIMIGO
CONCLUSÕES
POPULAÇÃO CIVIL
Aspecto económico
Dadas as características específicas do solo e as condições
meteorológicas que o afectam, a economia da região tem feição exclusivamente
agrícola e a sua exploração tem sido quase totalmente dirigida para a produção
de café.
Antes dos acontecimentos havia na região numerosas e
florescentes fazendas ou roças de café que foram, na sua quase totalidade,
devastadas por acções terroristas. Posteriormente essas fazendas têm vindo a
ser recuperadas e ocupadas.
Actualmente as Fazendas ocupadas são as seguintes:
Região de Mucondo:
Fazenda Santa Eulália (1431.0807)
Fazenda Caiado (1436.0817)
Fazenda São Paulo (1438.0815)
Fazenda Bombo (1431.0813)
Fazenda Boavista (1434.0814)
Fazenda Maria Amália (1428.0812)
Fazenda Sande (1430.0816)
Fazenda Daladiata (1436.0814)
Fazenda Aurora (143050.080625)
Região de Cambamba:
Fazenda Granja Administrativa (1445.0810)
Fazenda Valparaíso (1447.0811)
Fazenda Bela Vista (1446.0809)
O florescente comércio existente antes de Março de 1961, que
vivia não só da venda de artigos à população mas, principalmente, da compra de
café produzido pelos nativos, está reduzido a duas casas comerciais em Santa
Eulália, duas em Cambamba e uma no Quicunzo (Maria Amália).
A alimentação dos africanos não apresentados que vivem na
mata é constituída por milho, feijão, mandioca, caça e pesca.
Aspecto político
Os partidos dominantes na ZA do Subs-sector “ZBA” são a FNLA
e o MPLA.
A FNLA domina todo o Sub-sector com excepção do canto SW,
dominado pelo MPLA (A/IRM), cujo limite E se pode considerar o rio Bóqui.
Aspecto administrativo
Zemba e Mucondo dependem, sob o ponto de vista administrativo, do concelho de Nambuangongo, havendo um administrador de posto no Quicunzo.
Cambamba é sede de posto administrativo, dependente da
administração do concelho de Quitexe.
(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo
Histórico Militar – Lisboa)
CONTINUA)
domingo, 10 de março de 2013
HISTÓRIA DO BCAV 2909
BCAV 2909
HISTÓRIA DA
UNIDADE
(CONTINUAÇÃO)
(02.0016)
SITUAÇÃO GERAL (continuação)
INIMIGO
CONCLUSÕES
POPULAÇÃO CIVIL
Aspecto humano
- População
A população existente na ZA resume-se ao núcleo já indicado quando
se tratou das povoações.
- Grupos étnicos
Europeus: A
população branca está reduzida aos comerciantes e funcionários das Fazendas de
café já recuperadas.
Africanos: Neste
momento apenas existem populações apresentadas em Cambamba (cerca de 900 indivíduos)
e em Zemba (12 indivíduos).
Pode-se afirmar que de uma maneira geral a área do
Sub-sector ZBA é ocupada por Luangos e Bahungos.
LUANGOS
Gozavam de fama de activos, trabalhadores e inteligentes.
Entre eles não existia a escravidão, embora empregassem nos campos escravos
Bahungos que compravam. Entre eles existiam excelentes carpinteiros. Os
cadáveres dos chefes indígenas não desciam à tumba logo após a morte. Os ritos
funerários demoravam por vezes alguns anos. O corpo era fumigado e envolvido em
numerosos panos cujo volume era indicativo da estima do povo e da categoria do
chefe.
Após ter sido mumificado, o cadáver era exposto em praça
pública.
BAHUNGOS
Desconhece-se de onde vieram os Bahungos. Aliaram-se por
diversas vezes aos portugueses para lutar contra outras tribos.
Resistiram sempre à pressão dos Baxicongos, que os
pretendiam escorraçar para sul.
São bem constituídos, corajosos, coléricos e impulsivos.
Têm os olhos ovais, cabelos pretos e encarapinhados.
A base da alimentação é vegetal, constituída pelo “quipati”,
feito de farinha de mandioca e de milho, acompanhada algumas vezes de carne.
Cultivam a mandioca, milho, feijão e “ginguba”.
Pescam e caçam. Estes povos foram geralmente tidos como
muito atrasados em relação aos grupos étnicos vizinhos.
Consta que praticavam a antropofagia, principalmente entre
os feiticeiros.
- Modos de vida
A não ser a população apresentada que vive em Cambamba e
trabalha nas suas “tongas” e lavras, e os elementos que vivem em Zemba e
trabalhadores das fazendas, a restante vive na ilegalidade sem contacto com
qualquer autoridade constituída, não tendo modos de vida definidos.
Antes dos acontecimentos de 1961, notava-se a tendência de
movimento populacional do campo para a acidade.
Nas populações apresentadas o regime sucessório de todos os
chefes indígenas é de natureza matriarcal: o sobrinho sucedia ao tio. Cada
sanzala tem um chefe “sobeta”. Duas ou mais sanzalas constituem um povo
subordinado a um “soba”.
Acima dos “sobas” há os “regedores”, os quais, juntamente
com os “sobas” e “sobetas”, constituem o elo de ligação entre a massa nativa e
as autoridades administrativas. A estas autoridades gentílicas compete
resolverem as questões surgidas na vida quotidiana, consultando por vezes o
conselho dos velhos.
- Línguas e dialectos
Os nativos apresentados e os capturados falam o “kimbundo”.
Sabe-se no entanto que a maioria dos nativos refugiados nas matas fala “português”
aprendido no contacto com os brancos antes dos acontecimentos de 1961. Sabe-se
mais que as escolas que funcionam nas matas são em “português”.
- Religiões, crenças e seitas
Duma maneira geral todo o nativo é tradicionalmente
religioso e crente.
Antes dos acontecimentos de 1961 quase toda a população
professava mais ou menos a religião católica ou protestante conforme a religião
das Missões que ficavam mais perto dos locais em que vivia.
Deste facto resultou a existência de uma maior percentagem
de indivíduos que seguiam a religião protestante, percentagem que ainda hoje se
mantém entre as populações que vivem nas matas.
O IN dá muita importância às práticas religiosas, delas se
servindo como arma de acção psicológica junto das populações que domina ou
apoia, com vista a que estas suportem com resignação a situação miserável em
que vivem e mantenham vivo o fogo sagrado de uma hipotética independência.
(Extraído do relatório do Comandante Duarte Silva, depositado no Arquivo
Histórico Militar – Lisboa)
CONTINUA)
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