sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Boas Festas
No que diz respeito ao Ano Novo vou fazer votos para que seja uma surpresa agradável.
Clemente Pinho
terça-feira, 8 de novembro de 2011
PROBLEMA RESOLVIDO!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Não, meu major! Os meus são do tamanho médio!
Personagem principal neste apontamento é o major Adão Baptista, que era quem apoiava o comandante de batalhão no planeamento das operações. E foi ele próprio que contou a cena na presença dos oficiais, num momento de lazer. Adão Baptista era um homem forte, relativamente baixo se comparado com o comandante Duarte Silva, mas muito social. Mas a sua característica mais marcante era, para mim, ser um autêntico gentleman. Era um verdadeiro cavalheiro, super delicado em atitudes e conversação, especialmente com as senhoras, ao estilo da clássica tradição inglesa. Aliás, da boca dele não se ouvia uma palavra menos correcta. Muito menos um palavrão.
De bengalim na ponta dos dedos, lá estava o major Adão Baptista junto da tenda de comando, a observar o movimento das suas tropas acabadas de chegar, quando vê um militar que, de chinelo no pé e toalha ao ombro, se dirigia para a tenda dos chuveiros em pelota. Major Adão franziu a testa, focou melhor o olhar, e confirmou o que efectivamente os seus incrédulos olhos tinham visto. Um militar, completamente nu! Embora longe, grita-lhe:
- Ouve lá, ó nosso! Pensas que os tens grandes?
Sem interromper a marcha, a resposta foi imediata:
- Não, meu major! Os meus (testículos) são do tamanho médio!
Acrescente-se que, após contar a cena e das risadas do pessoal presente, o major perguntava ao Comandante Duarte Silva:
- Meu comandante! Com a elegância desta resposta eu não tenho ponta por onde lhe pegar!
E o comandante com um sorriso discreto:
- Efectivamente, ó Adão! Efectivamente!
domingo, 19 de junho de 2011
Circular
Caro camarada.
Junto envio um folheto alusivo ao blogue que criei, destinado ao registo e à partilha das recordações e opiniões da época que marcou a nossa juventude e a de outros milhares de jovens.
A guerra juntou-nos, a vida tem-nos separado, os almoços juntam-nos em cada ano, este blogue pode unir-nos em cada dia.
Todos temos nem que seja uma história para contar. História que mais ninguém viveu.
Cabe-nos assinalar o registo da nossa vida ou deixá-la cair – ingloriamente – no esquecimento.
Cabe-te a ti a decisão de avivar a memória do colectivo português ou deixá-la adormecida.
Se não tens registo de endereço na net, nem queres por os teus filhos a fazer esse trabalho, podes enviar-me textos e /ou imagens, que eu tratarei de os inserir sob o teu nome, podendo fazer qualquer eventual correcção sem alterar o sentido do texto.
Este folheto foi entregue pessoalmente a todos os camaradas que participaram no almoço convívio no Crato, no passado dia 28 de Maio.
Junho de 2011
Aqui fica a transcrição.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
"O seu a seu dono"
Esclarecimento.
Durante o encontro no Crato tive a oportunidade de trocar algumas palavras com o Taxa Araújo sobre o blogue e para surpresa minha fui alertado para a possibilidade de ter faltado à verdade no que diz respeito à rotação do batalhão.
No capítulo 15º , das minhas crónicas “Como eu Entrei na Guerra”, que intitulei da “rotação do descontentamento” eu escrevi, a seguir à citação das palavras proferidas pelo nosso comandante Duarte Silva, o seguinte:
“De encontro a que sentimentos? Quem é que nos ouviu ou se importou com a nossa vontade? Que tristeza…"
Ao que parece e segundo os esclarecimentos que entretanto pedi e que recebi, (embora ainda me falte os do Dias)não tenho qualquer problema em retirar o parágrafo anterior pois acredito que de facto alguns dos responsáveis da c.cav. 2692 foram ouvidos.
Eu não fui e nem fui incumbido de consultar os homens que estavam sob a minha responsabilidade directa (mecânicos e condutores).
Terá sido uma falha do sistema ou do organigrama, pois o único alferes mecânico que havia no batalhão pertencia à CCS e, por conseguinte, seria eu a participar na reunião que, não duvido, se terá efectuado na companhia.
E ainda bem que não estive ,pois tendo em conta a minha irreverência de certeza que não ficaria calado em função da forma como o comandante aterra no Mucondo para, em ar de gozo, nos comunicar que tinha aceite a intervenção.
E logo ao Mucondo. Vem de Luanda do Q.G. e a primeira escala que faz é logo na companhia que se opôs ao destino, que possivelmente já estava escolhido.
Resta alguma dúvida de que com tal atitude apenas pretendeu meter na linha o único capitão e os homens, que tiveram a coragem de desalinhar?
Termino com um esclarecimento.
Para mim “Os senhores da Guerra” não são os comandantes de batalhão, de companhia ou de pelotão.
Esses quanto muito eram na altura também carne pra canhão de 1ª, de 2ª ou 3ªcategoria. Nós os sargentos talvez de 4ª e os soldados nem categoria tinham, eram simplesmente carne pra canhão.
Desculpem a minha frontalidade, mas pese a idade as coisas que me marcaram profundamente eu não esqueço.
Esta não é apenas a minha versão, é a verdade do que se passou comigo. Outros terão a sua verdade que eu nem sequer me atrevo a contestar.
Clemente Pinho. Ex-Furriel Mecânico da C.Cav. 2692
quinta-feira, 2 de junho de 2011
historias da nossa guerra
a minha versão que é ligeiramente diferente. Todos devem recordar a tão falada Fazenda Ten-
tativa que não sendo o paraiso era o mal menor. O Taxa pensava que realmente íriamos para
lá,tanto assim era que a certa altura chegou ao Mucondo uma encomenda vinda da C.Cav 2691
como prémio de consolação (gozo do Cuco Rosa). O Taxa ficou de tal modo chateado que mandou
fazer em Massa de pão um daqueles decorativos das caldas enviando por sua vez ao remetente
com a dedicatória respectiva.
Portanto em relação a este assunto penso que o balde de agua fria apanhou a totalidade da Com.
incluindo o seu Comandante.
P.S.- Foi realmente uma boa operação esta no Crato,foi pena haver tantos desenfiados.
Um abaço para todos presentes e ausentes.